O presidente Fernando Collor recebeu do governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), anteontem, em Brasília, um documento que sugere a adoção de um programa de privatização moderada, como o italiano, ao invés do modelo inglês, radical. O documento foi escrito pelo economista Márcio Wohlers de Almeida, da UNICAMP, filiado ao PDT. O estudo indica que empresas rentáveis, como a USIMINAS, poderiam ser usadas para "contribuir técnica e financeiramente para a reorganização de todo o setor siderúrgico estatal". O texto é simpático ao modelo italiano, onde, apesar da dívida interna equivalente a 100% do PIB, o dinheiro obtido com a privatização não foi usado para socorrer o Tesouro, mas para aplicações em novas empresas estatais de alta tecnologia. A Itália tem 600 empresas estatais, controladas por três "holdings" (O Globo).