O acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que resultará num empréstimo de US$2 bilhões ao Brasil, só poderá ser assinado após a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional. A informação foi dada ontem pelo ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, antes de partir para a Tailândia, onde participará da reunião do FMI/BIRD. A proposta será encaminhada ao Congresso até o fim do mês e por isso o ministro não espera obter dinheiro novo do FMI este ano. O prazo mais otimista para fechar o acordo-- que vigorará por 20 meses-- é dezembro. O ministro afirmou ainda que o governo não está disposto a ceder às pressões dos credores privados para o fechamento do acordo da dívida externa. Ele admitiu que os bancos têm apresentado um acúmulo de exigências: prazos menores, juros maiores e mais garantias sobre os juros. O atendimento dessas condições, na avaliação do ministro, colocaria em risco o cronograma de pagamentos e a própria integridade da proposta brasileira (O Globo).