O número de acidentes de trabalho no Brasil diminuiu 91,83% nos últimos 20 anos. Em 1971, para um quadro de trabalhadores segurados pelo INSS de 7,7 milhões, 1,3 milhão sofreram algum tipo de acidente. Em 1990, para o quadro de 54,3 milhões, 693,5 mil trabalhadores se acidentaram. O número de óbitos causados por acidente de trabalho nestes últimos 20 anos diminuiu proporcionalmente. Aumentou o número de mortes, mas para uma base de referência muito maior. Em 1971, ocorreram 2.587 mortes, que correspondem a 0,033% do total de trabalhadores registrados no INSS na época. No ano passado, morreram 5.355 trabalhadores em acidentes. O percentual de óbitos (0,0098%) é menor porque aumentou o número de trabalhadores. Os números são resultado da pesquisa apresentada ontem, no Rio de Janeiro, aos participantes da 8a. Jornada Latino-Americana de Segurança e Higiene no Trabalho. A pesquisa é um trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ) e da Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes (ABPA), com base em dados fornecidos pelo INSS. "As campanhas por parte do governo, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Campat), a criação e oficialização da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e a obrigatoriedade, por parte das empresas, da manutenção de serviços especializados em segurança foram fundamentais para a redução dos acidentes e dos óbitos no trabalho", informa a pesquisa. Por setores, a percentagem de acidentes é a seguinte: indústrias de madeira e cortiça (27,3%), do mobiliário (20,6%), extrativa mineral (18,7%), administração de portos e aeroportos (15,1%), metalúrgica (14,2%), bebidas (13,4%), produtos alimentícios (12,8%), mecânica (12,7%) e construção civil (12,3%) (FSP).