A reforma tributária que o presidente Fernando Collor insistia em fazer ainda este ano, envolvendo uma redistribuição de encargos e de receita entre União, estados e municípios, vai precisar de uma emenda constitucional e foi adiada para o próximo ano porque o Ministério da Economia e a comissão que estuda o assunto pediram mais tempo para sua elaboração. Em reunião com assessores econômicos, ontem, o presidente decidiu que, até o final de outubro, o Executivo enviará ao Congresso Nacional dois projetos de reforma, alterando alíquotas do Imposto de Renda-- possivelmente estabelecendo uma faixa única-- e reduzindo as isenções para pessoas físicas (O Globo).