DESEMPREGO VOLTOU A CRESCER EM AGOSTO

A política recessiva do governo, amenizada de março a maio, está novamente produzindo baixas no mercado de trabalho: volta a subir a taxa de desemprego no país, ao mesmo tempo em que caem o valor dos salários reais e o número de pessoas que trabalha com carteira assinada. Em agosto, a taxa média calculada pelo IBGE passou a 4,03%, contra os 3,82% de julho. O nível mais baixo no governo Collor fora o de março último: 5,89%. A recuperação do rendimento médio real dos trabalhadores, que fora iniciada em abril, se desfez: na comparação de julho com junho, os salários voltaram a subir menos do que a inflação (-5%). Na relação com o mesmo mês de 1990, a queda real dos rendimentos é de 13,9%, e com março de 1986, de 15%. A taxa de empregados com carteira assinada, em agosto deste ano, caiu para 53,19%, contra os 55,8% de agosto de 1990. A dos que trabalham sem carteira assinada subiu de 20,04% para 21,16%. Os dados do IBGE mostram que 713 mil trabalhadores estavam sem emprego em agosto. Por região metropolitana, a menor taxa ficou com o Rio de Janeiro (2,84%), seguido de Belo Horizonte (3,67%), Porto Alegre (3,82%), São Paulo (4,38%), Salvador (5,67%) e Recife (5,76%) (O Globo).