O desenvolvimento sustentável na América Latina depende de ações práticas-- de governo, empresários e população-- para que mercados ainda inexplorados, como os de processamento de rejeitos e reciclagem, se tornem fonte de lucros e não de problemas. Essa foi a síntese dos debates realizados ontem, no Rio de Janeiro, no primeiro dia do simpósio Desenvolvimento e Ecologia na América Latina: uma visão empresarial, promovido pelo Business Council for Sustainable Development (BCSD). As empresas potencialmente danosas ao ambiente, como mineradoras,
41893 químicas e siderúrgicas, devem destinar pelo menos 10% dos seus
41893 investimentos para projetos de desenvolvimento sustentado, em busca de
41893 processos mais eficazes de produção que trarão retornos financeiros. Os
41893 bancos não devem mais financiar projetos que tragam danos ambientais. Essas posições, antes defendidas apenas por ambientalistas, são compartilhadas pelo suíço Stephan Schmidheiny, presidente de uma "holding" que fatura bilhões de dólares e controla, entre outras empresas, a Leica, de instrumentos óticos. Fundador e presidente do BCSD-- que reúne 50 líderes empresariais de todo o mundo--, Schmidheiny será o único empresário a ter direito ao uso da palavra na Rio-92. O presidente do BCSD propôs ainda a adoção de impostos sobre a utilização dos recursos naturais. Segundo ele, os recursos arrecadados com a criação desse tributo devem ser aplicados no desenvolvimento de tecnologias capazes de preservar o meio ambiente (O ESP) (GM).