O Plano de Metas divulgado pelo governo prevê, para o período de 1986 a 1989, crescimento aproximado de 7%, com geração de 6,6 milhões de novos empregos-- 5,6 milhões necessários à mão-de-obra crescente e 1 milhão para pessoas atualmente desempregadas. A renda per capita do brasileiro deverá crescer, segundo o Plano, cerca de 20%, passando a atingir, em 1989, cerca de US$2 mil. Segundo as previsões, o nordeste deverá ter, no quadriênio, crescimento mais acelerado do que o previsto para o restante do país. Assim, entre 1986/89, o governo espera criar 1,7 milhão de novos empregos na região nordeste, reduzindo o subemprego, com a implantação de irrigação e reforma agrária. Foram fixadas, como necessárias, a expansão do fornecimento de energia elétrica em 32,5%, passando esta a gerar 57,5 mil megawatts e implantação de 6,04 mil quilômetros de linhas de transmissão. "Deverá, ainda, ser diminuída a dependência externa de petróleo, passando o país a produzir, em 1989, 780 mil barris/dia contra os 563 mil verificados em 1985. Deverá também expandir em 66% a capacidade atual de produção de gás natural, chegando a marca dos 25 bilhões de metros cúbicos". Na área de transportes, o objetivo básico é a recuperação de 20 mil quilômetros de rodovias e conservação de 65 mil quilômetos em condições adequadas; construção de 2340 quilômetros de novas estradas e pavimentação de mais 2.280 quilômetros. A malha ferroviária deverá ser preparada para transportar 100 milhões de toneladas/ano. O governo considera como principais metas sociais o atendimento pelos programas de suplementação alimentar, de 15,9 milhões de gestantes, nutrizes e crianças ao ano; 10 milhões de crianças de até seis anos recebendo um litro de leite por dia; e alimentação escolar para alunos de sete a catorze anos e seus irmãos de quatro a seis, no total de 34 milhões, durante os 270 dias úteis do ano. Também é prioritário o oferecimento de escolas para 25,4 milhões de crianças entre sete e catorze anos, como forma de erradicar o analfabetismo, de acordo com o Plano de Metas. No Plano de Metas é lembrado que, "para se corrigir disparidades sociais", é preciso avançar na reforma agrária e no programa de irrigação. Assim, o governo espera assentar, até 1991, 1,4 milhão de famílias e irrigar 1,3 milhão de hectares de terras. A produção agrícola, que atualmente é de 56 milhões de toneladas de grãos, deverá ser elevada para 71,6 milhões em 1989. Conforme o Plano, "é necessário fortalecer as indústrias voltadas para a produção de bens de consumo popular. Torna-se importante a sustentação e a ampliação das exportações de produtos manufaturados. Por isso, o governo conta com um crescimento médio de 7,7% na indústria, no período de 1986/89". Para as exportações de produtos industrializados, projeta-se um crescimento de aproxidamente 20% no período, atingindo US$18,5 bilhões. Serão feitos investimentos governamentais em infra-estrutura no montante de Cz$638,2 bilhões. "Com a retomada dos investimentos no setor privado", o governo espera elevar a proporção dos investimentos de 17,6% para 21% do Produto Interno Bruto (PIB)-- em 1985 foi de Cz$1,36 trilhões e, em 1986, de Cz$3,48 trilhões (FSP).