O Brasil vai pedir aos bancos credores que o Plano Baker-- proposto pelos EUA e que prevê a concessão de mais recursos aos países endividados-- seja acionado já na renegociação dos compromissos com vencimento em 1985 e 1986. O objetivo da proposta-- em negociação que será retomada hoje em Nova Iorque pelo diretor para a Dívida Externa do Banco Central, Antônio de Pádua Seixas-- é reduzir o atual número de quase 700 credores do país. Segundo as informações do Banco Central, o governo brasileiro pretende que o Tesouro norte-americano dê o seu aval para que os grandes bancos comprem os créditos dos bancos credores, regionais, junto ao Brasil. "Esta seria uma forma de facilitar o processo de renegociação da dívida e reduzir os efeitos negativos da decisão do BC de não honrar os débitos (US$455 milhões) dos grupos liquidados Comind, Auxiliar e Maisonnave". Segundo o jornal Folha de São Paulo, "o governo brasileiro teme que a resistência de pequenos bancos impeça a renegociação dos débitos de 1985/86 em forma de "pacote", o que exige a adesão de todos os credores. Esse "pacote" representa um total de US$31,6 bilhões, inclusive os créditos comerciais e o interbancário e dívida com o Clube de Paris. O impasse com o FMI levou 15 bancos de pequeno e médio porte a rejeitarem a renegociação em bloco" (FSP).