Segundo o jornal Gazeta Mercantil, os empresários só concordariam com um congelamento temporário de salários e preços se o governo apresentasse, antes, resultados concretos das medidas já adotadas para reduzir o déficit público. Conforme o jornal, diversos industriais concordam em que um "pacto social" contra a inflação, semelhante a uma experiência de Israel e que foi proposto pelo ministro da Fazenda, Dilson Funaro, é desejável e "urgente", porém de difícil concretização. O presidente da FIESP, Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho, por exemplo, duvida de que o próprio governo consiga congelar as tarifas dos serviços públicos. Também Cláudio Bardella, presidente do Grupo Bardella, é da opinião de que um "pacto social" dever ser precedido de uma "reordenação da máquinda estatal"-- prossegue o jornal (GM).