Os trabalhadores civis do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, depois de 11 dias de greve, ao voltarem ao trabalho ontem, foram surpreendidos com a demissão de mais de 260 companheiros por justa causa e foram informados de que outros 200 ainda serão demitidos esta semana. Encontraram, ainda, ao chegarem no Arsenal, um batalhão de choque dos Fuzileiros Navais armado com metralhadoras e bombas de gás. Os demitidos vão hoje a Brasília tentar audiência com o presidente José Sarney. Os funcionários, em assembléia no último dia 14, haviam decidido encerrar a greve, mesmo sem atendimento a qualquer de suas reivindicações, entre as quais a reposição salarial de 50% (JB).