O secretário de Orçamento e Finanças da SEPLAN, José Theófilo de Oliveira, informou que o orçamento da vice-presidência da República para este ano é de Cr$1,147 bilhão mas, só no primeiro semestre, foram gastos Cr$2,97 bilhões. "O orçamento era irreal e acabou em junho", justificou o coronel Etienne Castro, adjunto da vice-presidência com delegações de chefe de gabinete, que está no órgão desde o governo passado, quando o vice era o atual ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves. O coronel, sem especificar as despesas disse que a verba foi usada no Palácio do Jaburu (residência oficial do vice e, portanto, hoje, desocupado), no pagamento de pessoal e no atendimento dos dois vices que ocuparam a função parcialmente este ano: Aureliano, entre 1o. de janeiro e 15 de março, e Sarney, entre 15 de março e 21 de abril. Sarney, contudo, foi presidente interino desde o primeiro dia do governo-- 15 de março. Segundo o Jornal do Brasil, os altos custos, entretanto, são explicados de outra forma por um funcionário da vice-presidência, que afirmou ter havido "um descontrole e falta fiscalização" no período de desativação gradativa, quando Sarney foi efetivado na presidência. Na época, o responsável pela desativação foi o coronel Alberico Barroso, indicado por Sarney e recentemente promovido a general (JB).