Dos 120 mil presidiários que habitam os 250 presídios do país, só 70, ou 0,058%, estão condenados e presos por corrupção. E apenas três deles são administradores públicos: um prefeito de Santa Catarina e dois de seus ex-secretários. Ou outros 67 são ex-policiais que cumprem pena em São Paulo. Não há tradição de se punir corruptos no Brasil, salvo quando o
41136 criminoso é pobre, afirma o jurista Evaristo de Morais Filho. O chefe do Departamento de Assuntos Penitenciários do Ministério da Justiça, Carlos Eduardo de Araújo Lima, já perdeu as esperanças: "Não existe corrupto graúdo preso e nem vai ter" (JB).