A pedido do INAMPS, a Polícia Federal começa a investigar hoje indícios do que parece ser mais uma gigantesca fraude contra o instituto. Uma auditoria iniciada há três meses levanta suspeitas de fraude em 170 mil cobranças de materiais de prótese e órtese (uma espécie de prótese temporária) nunca utilizados nos hospitais conveniados. Na comparação de notas fiscais com os prontuários médicos aparecem, por exemplo, válvulas cardíacas supostamente usadas em partos e pinos metálicos relacionados a cirurgias de trompa. Os prejuízos podem chegar a Cr$8,5 bilhões em todo o país. Só em São Paulo, a perda chega a Cr$4 bilhões, dinheiro suficiente para a construção de 66 postos de saúde. Uma das empresas fornecedoras, a Santos Cruz, localizada em Ribeirão Preto, será obrigada a devolver Cr$500 milhões recebidos por conta de cinco mil cobranças irregulares (O ESP).