O orçamento do Estado de São Paulo para o próximo ano vai cair de US$18,4 bilhões (números de 1991) para US$18,2 bilhões. É o primeiro orçamento feito pelo governador Luiz Antônio Fleury (PMDB) e mostra uma mudança na política de gastos em relação ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB). A área de transportes, principal marca da gestão Quércia sofre queda nos investimentos. Sobe no orçamento de 92 a área social: saúde, educação, segurança e habitação. No último ano de governo, o ex-governador gastou 38% na área de transportes. Fleury prevê 24% para 92. O projeto de orçamento estadual foi enviado à Assembléia Legislativa no último dia 30. Ele prevê a seguinte distribuição dos recursos: administração e planejamento (19,50%), agricultura (1,49%), assistência e previdência (9,36%), educação e cultura (20,70%), energia e recursos minerais (3,66%), habitação e urbanismo (2,97%), poder judiciário (10,74%), poder legislativo (0,72%), saúde e saneamento (11,58%) e segurança pública (8,50%) (FSP).