O secretário-geral da Rio-92, Maurice Strong, defendeu ontem, em São Paulo, a soberania brasileira sobre a Amazônia e disse ser favorável a um tratado internacional para que os países desenvolvidos forneçam meios para a preservação dos recursos naturais da região. "Que a Amazônia deve ser preservada não se discute. A soberania é brasileira, mas somos favoráveis a que a comunidade internacional se preocupe em fornecer os recursos para que o Brasil realize esse trabalho importante para a humanidade", disse. Maurice Strong disse ainda acreditar numa virada de postura dos países industrializados na questão da transferência de tecnologia de ponta que incluam a questão ambiental. "O essencial é que os países do Norte facilitem o financiamento e o acesso às melhores tecnologias que eles detêm", disse. Ele acredita que, mais do que nunca, os países do Norte dependem do Sul, porque aí se situam as bases de vários ecossistemas ainda preservados. Um dos argumentos favoráveis ao investimento no Sul é evitar a migração em larga escala do Sul para o Norte. "As fronteiras do mundo estão se fechando, e o melhor para conter as migrações é ajudar as pessoas onde elas se encontram", afirmou (O Globo) (JB).