COLLOR DIZ QUE NÃO HAVERÁ PACOTE ECONÔMICO

O presidente Fernando Collor garantiu ontem que não haverá uma maxidesvalorização do cruzeiro nem um novo pacote econômico. Durante entrevista coletiva, ele admitiu que poderá fazer mudanças no Ministério, mas nunca por pressão política. Collor fez uma longa dissertação sobre o papel do Estado e defendeu seu programa de privatização-- "principal vertente do plano de estabilização econômica". "O que eu defendo é um Estado fortalecido, menor, sem ser mastodôntico, sem ser enorme como ele é hoje, ineficiente e corrupto", disse. O presidente disse ainda que pretende governar até o final do seu mandato, registrando seu protesto contra especulações que têm circulado sobre a possibilidade de um impeachment. Também anunciou que estão superados seus problemas conjugais e descartou a hipótese de separação da primeira-dama Rosane Collor. O presidente admitiu ter sido um erro seu não ter evitado que Rosane assumisse a presidência da LBA, "porque ficou um alvo fácil para adversários políticos e me deixou com um flanco muito exposto". O presidente cobrou alternativas dos que rejeitam o "emendão", disse que a situação do país é "muito grave" e considerou Infantilidade" a proposta de entendimento paralelo. Também reafirmou sua expectativa de que o emendão seja aprovado. Essa foi a quarta entrevista formal de Collor, em 18 meses de governo. Foram sorteados 12 veículos de comunicação, cada um com direito a uma pergunta, sem réplica. A entrevista durou 50 minutos, sendo precedida de uma Introdução" de 20 minutos (O ESP) (FSP) (JB).