Os ambientalistas defendem a soberania nacional na Amazônia, desde que a atuação do governo naquela região aconteça em benefício das populações locais. Esta é uma das principais propostas que os membros do Fórum das ONGs (Organizações Não-Governamentais), criado para atuar paralelamente à Rio-92, pretendem colocar em pauta durante a conferência. A questão da internacionalização da Amazônia foi definida como tema prioritário durante o VI Encontro Nacional das ONGs, que aconteceu este final de semana em São Paulo. Outra decisão do Fórum foi a formalização do Relatório Nacional Alternativo. O objetivo deste relatório, segundo os organizadores do Fórum, é suprir algumas falhas do Relatório Nacional Oficial, desenvolvido pela Secretaria Nacional do Meio Ambiente, a pedido da ONU. O relatório alternativo pretende apresentar uma radiografia dos problemas ambientais do país e as soluções viáveis. Durante o encontro foram analisados assuntos como Mata Atlântica, Pantanal, Reforma do Modelo Agrícola e Agrário e Questão Indígena. Sobre este último, o Comitê Intertribal, presidido por Marcos Terena, decidiu elaborar o Relatório Natural das Questões Indígenas, definindo garantias à propriedade intelectual indígena, demarcação de suas terras, biodiversidade e biotecnologia. O Relatório Nacional Alternativo deverá ficar pronto em dezembro, quando será apresentado na Conferência Internacional de ONGs, que se realizará em Paris (França) (JB).