O professor Michael Stanton, coordenador do projeto RedeRio (Rede Regional de Computadores de Pesquisa), enviou carta a este jornal com informações complementares àquelas contidas na reportagem "Pesquisadores do Rio têm acesso a supercomputador", publicada na edição do dia 22 de setembro último. Segundo ele, a rede terá também a participação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), da UFF (Universidade Federal Fluminense) e estará aberta para a adesão de outras instituições nos setores público e privado, desde que seja mantido o objetivo de apoio a atividades de ensino e pesquisa. Instituições que já manifestaram sua intenção de integrar a futura rede incluem a rede Alternex do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), a FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), o Observatório Nacional e o Centro Científico da IBM Brasil", informou. A RedeRio é uma de diversas iniciativas regionais no país, geralmente apoiadas pelos governos estaduais, que serão integradas entre si a curto prazo pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP), que é projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). De acordo com Michael Stanton, a RNP também pretende aumentar a capacidade dos circuitos de telecomunicação que hoje sustentam a comunicação eletrônica entre os pesquisadores nacionais e seus colegas no exterior. "A RedeRio, em conjunto com a RNP e a Alternex, deverá prover infra-estrutura básica de comunicação eletrônica para apoiar a realização da conferência Rio-92, sob a coordenação do grupo do IBASE", escreveu (JB).