A tendência de as empresas concederem antecipações salariais a seus funcionários, registrada a partir de abril, quando a política salarial em vigor previa apenas a concessão de abonos, ganhou uma nova característica: em alguns setores, os percentuais têm sido superiores à inflação. A constatação foi feita por pesquisa da consultoria Arthur Andersen junto a 97 empresas (13 segmentos) em 13 estados. Em sete desses setores os índices de reajustes acumalados pelos funcionários são maiores que o IPC da FIPE, que somou 79,45% entre fevereiro e julho. Os reajustes superiores à inflação foram praticados pelas indústrias que atuam nos setores automotivo/autopeças (24,48% superior ao IPC), químico (13,17%), metalúrgico (12,13%), mineração (9,46%), calçados (6,79%), construção civil (5,90%) e têxtil (5,86%). Antecipações inferiores aos da inflação foram apuradas nas instituições financeiras (-24,78%), seguros (-11,13%), alimentícios (-11,91%), petróleo/distribuição (- 6,79%), comércio (-4,21%) e eletroeletrônico (-3,99%) (GM).