O governo brasileiro comprometeu-se, junto à equipe do FMI que deixou ontem o país, a promover um ajuste fiscal de cerca de 2% do PIB para o ano que vem, fundamentado principalmente no aumento dos impostos. Os técnicos do Fundo concordaram com as linhas básicas da proposta brasileira: ajuste fiscal com base, inicialmente, na reforma tributária de emergência e nenhuma menção a reformas constitucionais nem a receitas advindas, eventualmente, de privatização de empresas públicas; política monetária fortemente ativa para garantir inflação baixa e estável em 1992 (média de 6% a 8% com 2% de inflação em dezembro do ano que vem); e contas do balanço de pagamentos que garantam o pagamento do serviço da dívida decorrente da renegociação externa. No âmbito das contas públicas serão considerados um superávit primário (que desconsidera encargos de dívidas) de 1,4% do PIB neste ano, 2% do PIB em 1992 e 4% do PIB em 1993. Esse superávit é que será obtido através da elevação de impostos, principalmente Imposto de Renda (GM).