O presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Pereira Barreto, acompanhado dos presidentes dos 54 sindicatos da categoria no país, esteve ontem em Brasília, pressionando deputados e senadores a não aprovar o projeto que propõe mudanças nas regras atuais dos portos, a fim de baixar os custos de importação e exportação, constantes no "emendão". A pressão faz parte da campanha dos sindicatos contra a privatização do sistema portuário brasileiro. Também ontem, cerca de 30 mil estivadores (que trabalham embarcados) entram em greve nos 54 portos do país, pela manutenção desse mercado de trabalho. A greve dos estivadores tem efeito dominó: se as operações de embarque e desembarque de cargas entre importação e exportação não são realizadas, os portuários, conferentes e consertadores ficam sem o que fazer, pois dependem do serviço daqueles trabalhadores para realizar suas funções. Prevista para encerrar-se amanhã, a paralisação dos estivadores antecede a dos 8.500 empregados da CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), que fazem uma greve de 24 horas (até zero hora do dia 26), por 138% de reajuste salarial. Os 20 mil marítimos que trabalham nos 54 portos também entraram em greve ontem. Eles reivindicam aumento salarial de 213,86%, enquanto o Sindicato dos Armadores oferece 8,91% de reposição, mais 40% a título de antecipação (GM) (JB).