A XI FEIRA INTERNACIONAL DE INFORMÁTICA

O governo, como maior usuário de informática do país, quer ter liberdade para escolher os sistemas mais adequados às suas necessidades. E a sociedade, por sua vez, deve também ter liberdade para usufruir seu poder de compra. Esse foi o destaque do discurso proferido ontem pelo ministro da Infra-estrutura, João Santana, na abertura da XI Feira Internacional de Informática, que se realiza até o dia 27 de setembro em São Paulo, promovida pela SUCESU-SP (Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações de São Paulo). "Não se pode permitir que uma minoria determine o que o usuário deseja", disse o ministro, acrescentando que abrir o setor de informática aos capitais externos não significa penalizar os que fizeram esforços na indústria nacional. O presidente da SUCESU, Paulo Feldmann, disse que a entidade é favorável à entrada do capital estrangeiro no país, mas sob a condição de que a fabricação dos produtos seja feita no Brasil, criando empregos para brasileiros e garantindo a arrecadação de impostos aqui. "Se a política industrial brasileira para o setor não sofrer uma mudança de rota, estaremos contribuindo decisivamente para resolver o problema do desemprego das nações mais ricas que vão vender seus produtos, mas agravando o desemprego e o número de miseráveis em nosso país", disse. Para organizar o evento foram investidos cerca de US$6 milhões. Nos cinco dias da feira, deverão ser gerados negócios entre US$850 milhões e US$1 bilhão, conforme estima a SUCESU-SP (GM) (O Globo).