O débito, superior a Cr$408 bilhões, com o governo federal, não é o maior dos usineiros nordestinos, no entendimento de representantes de três milhões de canavieiros de sete países, que encerraram ontem, no Recife (PE), o 1o. Seminário Internacional de Trabalhadores do Açúcar. Eles consideram que a dívida social dos produtores é bem maior, já que os camponeses da região canavieira do Nordeste vivem em situação semelhante à vivida na Filipinas e República Dominicana, as piores do mundo. A questão da violência também foi discutida. A FETAPE (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco) denunciou a existência de milícias privadas nos sete mil engenhos do estado e mostrou que, nos últimos 12 meses, houve na região canavieira 20 casos de espancamento de camponeses e sete mortes (JB).