COLLOR DIZ QUE BRASIL SÓ PAGA O QUE PODE

O presidente Fernando Collor disse ontem em Nova Iorque (EUA) que o país segue o conceito de capacidade de pagamento na renegociação da dívida externa. Isto é: na renegociação com bancos credores para as dívidas de médio e longo prazos (US$52,3 bilhões), compromete-se exclusivamente com aquilo que pode pagar. No encontro que terá com o presidente norte- americano, George Bush, Collor pedirá o apoio oficial dos EUA na renegociação da dívida externa com os bancos credores. Usará como argumento as mudanças na lei brasileira que permitirão a participação de empresas estrangeiras nas áreas de informática e de telecomunicações. Collor também insistirá numa participação mais decisiva dos EUA na Rio- 92, a fim de impedir a transformação da Conferência em uma "mera troca de informações". O Brasil deseja que Washington concorde com a aprovação de um acordo limitando a emissão de poluentes na atmosfera. No discurso de abertura da 46a. Assembléia Geral da ONU, o presidente anunciará a reversão do voto brasileiro, dado em 1975 durante o governo do general Ernesto Geisel, que ajudou a aprovar uma resolução considerando o sionismo uma forma de racismo. Ele se antecipará à proposta de George Bush nesse sentido (FSP) (JB).