Um grupo de ativistas de extrema-direita lançou ontem, em Washington (EUA), uma campanha para tentar evitar-- ou perturbar-- a realização da Rio-92. Estamos lançando a declaração de guerra à conferência. Por trás da
40848 defesa de belas árvores, há feias realidades. O objetivo da Rio-92 é se
40848 livrar de muitas pessoas: querem reduzir a população, em especial, a de
40848 cor, disse Marjorie Mazel Hecht, no National Press Club, para quem a reunião é uma fachada montada por multinacionais. A campanha diz que a realização da Rio-92 é um pretexto dos países ricos para a internacionalização da Região Amazônica. A proposta é cancelar a Rio- 92 e, no seu lugar, realizar uma conferência para discutir uma nova ordem econômica internacional baseada na igualdade entre as nações. O protesto foi dirigido por seguidores do milionário Lyndon la Rouche, que o definem como "economista, político e filósofo". La Rouche e seis adeptos estão na cadeia desde 1989, condenados a até 15 anos de prisão, por tentarem ludibriar o Fisco. O principal orador da "declaração de guerra" foi o mexicano Lorenzo Carrasco, apresentado como correspondente no Brasil da revista "Executive Intelligence Review"-- obscura publicação distribuída gratuitamente. Carrasco desafiou o secretário nacional de Meio Ambiente, José Lutzenberger para um debate público sobre suas acusações de que o secretário recebe dinheiro da entidade britânica Gaia Foundation para defender a preservação da Amazônia. Carrasco sustentou que Lutzenberger foi nomeado para o posto por indicação do príncipe Charles, um dos principais defensores das idéias ambientalistas no cenário internacional (O Globo) (JB).