O TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu ontem em Brasília, por unanimidade, um reajuste de 100% aos petroleiros, incluindo-se aí 4% de produtividade. A PETROBRÁS tinha oferecido 82,16%, em média, sobre os salários de agosto, enquanto os trabalhadores pediam 374,5%. A greve, que completou ontem 10 dias, foi considerada abusiva pelo TST, que também determinou o desconto dos dias parados. Para obrigar os petroleiros a retornar ao trabalho, o TST tomou uma decisão inédita: estabeleceu uma multa de Cr$100 mil por dia para cada um dos nove sindicatos que se neguem a encerrar a greve. A decisão de manter o movimento foi encaminhada pelo Comando Nacional de greve, no Rio de Janeiro, para apreciação do conjunto da categoria e até a noite de ontem já tinha sido aprovada por três das nove refinarias da empresa-- Cubatão, Mauá e São José dos Campos, em São Paulo--, pelo setor de produção da Bacia de Campos (RJ) e pelos funcionários da sede da empresa, no Rio. O sindicalista Natálio Stica, do Comando, disse que agora a ordem é "parar o país" (O ESP).