A conivência do governo brasileiro com a desinformação sobre a Rio-92, a
40789 falta de participação da sociedade na definição das posições brasileiras
40789 a serem levadas ao encontro internacional e o descompasso entre o discurso
40789 e a prática oficiais para a área ambiental podem fazer com que o Brasil
40789 chegue à conferência desmoralizado. O alerta é das entidades ambientalistas, que no documento final do seminário "A Sociedade Brasileira e a Conferência das Nações Unidas", organizado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, apontaram ainda a existência de estratégia para distorcer a imagem do movimento ecológico. "O governo não pode falar de desenvolvimento sustentável enquanto corta o orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para o IBAMA, Fundo Nacional de Meio Ambiente e Secretaria Nacional de Meio Ambiente", diz o documento. As entidades ambientalistas não-governamentais, empresariais e representantes das Forças Armadas presentes ao seminário afirmam que outras três questões polêmicas precisam ser solucionadas antes da Rio-92: a regularização das reservas extrativistas e das terras indígenas; a falta de controle do Congresso Nacional sobre o programa nuclear brasileiro; e a falta de recursos para o setor ambiental, enquanto se aplicam US$65 milhões, em um ano e meio, nos projetos secretos da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), especialmente na área nuclear (JB).