O texto final do "emendão", considerado pelo presidente Fernando Collor como alternativa ao colapso do país, só deve estar pronto no próximo dia 20. Será menor do que a proposta original, que continha 44 pontos. Reunido ontem com ministros e secretários, Collor já cortou dois terços do documento inicial. O ponto central do "emendão" é o ajuste fiscal. O presidente almoçou ontem com o governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (PFL). Prometeu demitir qualquer membro do governo que estiver envolvido comprovadamente em casos de corrupção. No sábado, dia 14, Collor jantou com o presidente do PMDB, Orestes Quércia. O ex-governador de São Paulo se comprometeu a negociar o apoio de seu partido para "cinco ou seis" pontos prioritários do "emendão". Mas disse que não será aceita qualquer proposta que prejudique o repasse de verbas para os estados e municípios (FSP).