A Previdência Social voltou a operar no vermelho e a sua situação financeira tende a se agravar até o fim do ano. Desde julho, a soma das receitas arrecadadas pela Previdência é menor que as suas despesas. O déficit foi de Cr$112 bilhões em julho e de Cr$14 bilhões em agosto, quando o caixa da Previdência ainda não havia sido afetado pelos reajustes dos benefícios. Em setembro, o valor mínimo das aposentadorias saltará de Cr$17 mil para Cr$42 mil. Para cobrir os resultados negativos dos últimos dois meses, a Previdência tem recorrido às suas reservas bancárias, que são depositadas no Banco do Brasil. Esses recursos correspondem ao saldo de caixa acumulado no passado pela Previdência. O nível ideal das reservas bancárias deveria ser no mínimo igual ao total das despesas de um mês (Cr$724 bilhões em agosto) para dar folga financeira à Previdência. Só que os cofres da Previdência estão vazios (FSP).