PETROLEIROS DENUNCIAM CÁRCERE PRIVADO

O comando nacional de greve dos petroleiros acusou ontem, no Rio de Janeiro, a prática de cárcere privado contra 100 funcionários da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim (MG). Segundo o comando, os funcionários estão retidos na refinaria desde o dia 10, véspera do início da greve da categoria. Os petroleiros responsabilizam o superintendente da refinaria, Wagner Paulino, pelo cárcere. Os ocupantes de cargos de chefia na PETROBRÁS também aderiram à paralisação dos petroleiros. Somente no Departamento Industrial, responsável pela área de refino de petróleo, 11 chefes que trabalham na sede da empresa no Rio de Janeiro aderiram ao movimento. Deixando de produzir pouco mais de 1,5 milhão de barris de óleo nos primeiros quatro dias da greve, a estatal sofreu, só na Bacia de Campos (RJ), prejuízo de US$30,6 milhões. A PETROBRÁS controla quatro das 24 plataformas fixas e flutuantes de produção, mas apenas três estão operando. O TST (Tribunal Superior do Trabalho) suspendeu ontem 38 demissões feitas pela PETROBRÁS em represália à greve. O TST também determinou o reinício imediato do bombeamento nos terminais de Madre de Deus (BA) e Alemoa (SP), garantindo o abastecimento de gás de cozinha. Os trabalhadores, por decisão do TST, terão ainda de bombear 400 mil barris de óleo por dia (o normal são 1,2 milhão de barris/dia) (FSP) (O Globo) (JB).