A PETROBRÁS demitiu 38 de seus funcionários que estão ocupando o terminal de Alemoa, em Santos (SP), desde o início da greve geral da categoria, há três dias. O terminal por onde sai o gás de gozinha, que abastece a cidade de São Paulo, tem estoques do produto, mas não há bombeio. Por isto, a empresa entrou na Justiça, pedindo reintegração de posse. E poderá recorrer à força policial, caso esta medida não surta efeito. As informações são do presidente da estatal, Ernesto Weber, que também já pediu reintegração de posse para o terminal marítimo Almirante Alves Câmara (Temadre), na Bahia. O terminal de Guamaré, em Pernambuco, também está ocupado, mas a empresa está tentando a volta às suas operações, a partir de negociações. Ontem, o comando nacional dos petroleiros encaminhou um telex à PETROBRÁS contestando as demissões. O argumento é de que, pela lei de greve, não pode haver demissões enquanto o empregado se encontra em greve. A paralisação dos petroleiros prossegue. O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Guimarães Falcão, determinou ontem o bombeamento imediato de gás de cozinha dos terminais da PETROBRÁS. A ordem judicial determina ainda que os sindicatos dos petroleiros liberem da greve trabalhadores técnicos necessários à produção, refino e distribuição de 400 mil barris diários de petróleo e seus derivados, até o julgamento do processo de greve pelo Tribunal (GM) (FSP).