Os programas de alimentação do governo federal consumiram, no ano passado, US$4,1 bilhões. Os números foram apresentados ontem à CPI da Fome da Câmara dos Deputados pelo presidente da União Internacional das Ciências da Nutrição, José Eduardo Dutra de Oliveira. A maior verba é do programa de merenda escolar da FAE, vinculada ao Ministério da Educação, que gastou US$1,2 bilhão em 1990. O Programa de Complementação Alimentar da LBA consumiu US$33 milhões. O INAN, vinculado ao Ministério da Saúde, gastou US$211 milhões. O programa de distribuição de leite, dividido este ano entre FAE, LBA e INAN, teve custo de US$48 milhões. O restante do dinheiro foi dividido entre os subsídios à produção de trigo (US$1,1 bilhão), o Programa de Alimentação ao Trabalhador (US$156 milhões). A distribuição de alimentos propriamente dita é feita pela LBA, FAE e INAN, todos órgãos federais sob suspeita de irregularidades. Ontem, os ministros da Saúde, Alceni Guerra, da Educação, José Goldemberg, e da Ação Social, Margarida Procópio, assinaram portaria criando grupo de estudos com prazo de 60 dias para padronizar os procedimentos jurídicos para a compra de alimentos (O Globo).