A produção nacional de petróleo teve redução de 90% ontem, no primeiro dia de greve dos funcionários da PETROBRÁS. Os grevistas ocuparam as 24 plataformas da empresa na Bacia de Campos (RJ). No edifício-sede, no Rio, dois terços dos 5.100 funcionários aderiram à paralisação. Cerca de 2.500 pessoas fizeram uma passeata pelo centro da cidade. A PETROBRÁS pediu que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) decrete o caráter abusivo do movimento. A PETROBRÁS, por sua vez, no entanto, informa que a produção caiu 35% no primeiro dia de greve. A produção nacional de petróleo chegou a 414 mil barris, contra 635 mil na véspera. O volume de gás natural, entregue pela estatal aos seus clientes caiu 40%, passando de 10 milhões de metros cúbicos para 5,1 milhões de metros cúbicos. A greve dos bancários não conseguiu paralisar a maioria dos bancos do país. As agências mais atingidas foram as do Banco do Brasil, da CEF (Caixa Econômica Federal) e bancos estaduais. O comando de greve da categoria acha que o movimento deve obter maior número de adesões a partir de hoje. O BANESPA fez acordo e elevou os salários dos funcionários em 99,05% sobre os valores de agosto, o que dá um piso para Cr$188 mil. No Rio de Janeiro, o dia foi quase normal, com protestos de piqueteiros e poucas filas nos caixas 24 horas (O ESP) (GM) (JB).