Assembléias de bancários e petroleiros realizadas ontem em todo o país decidiram pela greve a partir de hoje por tempo indeterminado. Entre outras reivindicações, os bancários querem reajuste de 301,90% para os funcionários da rede privada e a FENABAN propõe apenas 48%. Os petroleiros, por sua vez, reivindicam aumento de 371% para repor as perdas do Plano Collor I até agosto, enquanto a PETROBRÁS não quer ir além de 80% já concedidos. Diante do impasse nas negociações, as duas categorias decidiram deflagrar a greve. Há risco de desabastecimento de combustíveis e de gás de cozinha porque os petroleiros pretendem, pela primeira vez, suspender o envio de produtos das refinarias para as distribuidoras. Os petroquímicos das refinarias também decidiram pela greve. Com isso, os estoques da própria PETROBRÁS poderão não chegar ao mercado. O estoque de gás de cozinha da empresa é de 110 mil toneladas, suficiente para oito dias, enquanto o da gasolina é de 499 mil toneladas, suficiente para 18 dias (O ESP) (O Globo).