CNBB DEFENDE POSSEIRO CONTRA JUÍZES E POLÍCIA

Os 13 bispos da Igreja Católica que compõem o secretariado regional Norte II da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) denunciaram ontem, em Belém (PA), prisões ilegais e tortura de posseiros e ameaças e atentados de fazendeiros e Polícia Militar contra padres, religiosos e sindicalistas. Em nota intitulada "Até quando, Senhor?", a regional da CNBB diz também que integrantes do Judiciário tomam, aberta e decididamente, "posição em favor dos responsáveis pelos crimes e acobertam aqueles que prendem, queimam casas e espancam famílias pobres e indefesas". Dentre os casos de violência, os bispos citam o espancamento do padre Danilo Lago, dia 28 de agosto, em São Félix do Xingu; a prisão arbitrária da irmã Marta Rancheski, no mesmo município, por ordem da promotora Maria de Nazaré Santos Viana; e as repetidas ameaças de morte contra os padres de São Félix, Tucumã e Ourilândia do Norte. A nota foi aprovada por unanimidade pelos bispos durante a Consulta Ecumênica sobre a Amazônia, promovida pela Igreja Evangélica da Confissão Luterana e pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), com apoio da Federação Luterana Mundial e do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) (JB).