Os bancos privados credores do Brasil vão exigir uma garantia sobre o pagamento de juros para assinar um acordo de reescalonamento da dívida externa do país. O governo brasileiro não pretende conceder essa garantia. Esse será um dos principais obstáculos na negociação das dívidas de médio e longo prazos, que alcançam cerca de US$52 bilhões. Quando renegocia sua dívida externa, o governo troca papéis antigos por títulos novos. O Brasil ofereceu cinco opções de papéis, mas não se dispõe a dar garantia solicitada para os juros. O Ministério da Economia pediu ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que adiasse o envio da missão de técnicos da instituição, que deveria chegar ao país ontem. O Ministério alegou que precisa "concentrar esforços" nos estudos sobre as mudanças constitucionais do "emendão", além de preparar subsídios para a participação do presidente Fernando Collor na reunião do Conselho da República, dia 17. A missão, que virá para a última etapa dos entendimentos, chegará ao Brasil na próxima semana e será chefiada pelo norte-americano Sterie Beza (FSP).