A abertura do mercado está levando os fabricantes brasileiros de componentes eletrônicos a rever todas as suas linhas. Philips do Brasil, Eletrocomp e Rohm são exemplos de empresas que desativaram linhas inteiras de produção. Icotrom, do grupo Siemens, e Philco, já estão racionalizando para enfrentar os concorrentes estrangeiros. Esse processo está sendo acelerado pelo fim das quotas de importação da Zona Franca de Manaus (AM) a partir de 1992 e pela decisão do governo de acabar com índices de nacionalização para produtos feitos naquela região. Os empresários dizem que esses são fatores responsáveis pelo desmoronamento de um setor que chegou a faturar perto de US$1,5 bilhão no ano passado. A Philips do Brasil, por exemplo, fechou no último dia 31 a sua unidade de circuitos integrados instalada em Recife (PE), que fazia 50 milhões de unidades por anos, das quais 35 milhões seguiam sobretudo para a Europa (FSP).