O novo secretário de Ciência e Tecnologia, Edson Machado de Souza, pretende estimular a participação das empresas privadas no desenvolvimento da ciência. Ele espera triplicar, em quatro anos, os atuais US$200 milhões captados junto aos empresários nacionais e tornar mais ágil a máquina do governo responsável pela concessão de recursos a cientistas. Edson Machado pretende cumprir o plano plurianual-- 1991-1995-- estabelecido por seu antecessor, José Goldemberg. Esse projeto prevê a modernização científica e tecnológica do país, para capacitar o Brasil, na virada do século, com um número bem maior de pesquisadores de gabarito internacional. Outra vertente do plano prevê incentivos à produção científica, com estímulos às inovações tecnológicas, fundamentais para a modernização industrial do país. Entre outras metas do projeto está o aumento da participação da iniciativa privada em projetos científicos. Segundo Edson Machado, sua secretaria deverá obter até o fim do governo Collor US$600 milhões/ano de diversas áreas do empresariado nacional (JB).