Um clima de forte tensão e animosidade marcou ontem o início do 4o. Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (Concut), que acontece até o próximo dia oito, em São Paulo. Em pouco tempo, os 1.554 delegados sindicais participantes dividiram-se em dois blocos, cujo enfrentamento de forças teve por finalidade a conquista do maior número possível de votos para a eleição da nova diretoria da central. De um lado, aliaram-se a Articulação, tendência majoritária dentro da CUT, encabeçada por Jair Meneghelli, atual presidente da entidade, a Vertente Socialista e a Nova Esquerda. Juntas, essas tendências têm a simpatia de cerca de 53% dos 1.554 delegados sindicais participantes do Concut, porcentagem suficiente, porém apertada, para eleger cerca de 13 dos 25 delegados que formarão a nova executiva nacional da central. Do outro lado, formou-se o bloco chamado Antártica, numa alusão à expressão Anti-Articulação, composta por tendências consideradas minoritárias, como a CUT pela Base, Corrente Sindical Classista e correntes trotskistas, como Convergência Socialista, o Trabalho e o Partido da Libertação do Proletariado (PLP). Essas cinco correntes, em conjunto com outras ainda menores, somam cerca de 47% do total de delegados (GM).