O governo enviará ao Congresso Nacional, dentro de 15 dias, projeto mudando toda a estrutura da Previdência Social. Entre as principais medidas, ele extingue a contribuição dos trabalhadores-- só as empresas pagarão. Um dos detalhes em conclusão é a definição do teto (em salários) a partir da qual acabará a garantia do Estado e começará a escolha entre uma seguradora pública (o Banco do Brasil) ou privada para quem quiser se aposentar em melhores condições. O Estado continuará cuidando das aposentadorias até o teto, a ser fixado em cinco salários- mínimos. Mesmo quem ganha mais-- 6% dos trabalhadores-- só terá garantias até o limite. A partir daí, os trabalhadores escolherão entre a Previdência Complementar Pública, administrada pelo BB, e a Privada (fundos de pensão e sindicatos, entre outros). Quem não quiser fazer nenhum plano, terá a garantia até o teto. O poder de escolha só não beneficiará os trabalhadores do setor público (O Globo).