INCRA PROPÕE MUNICIPALIZAÇÃO DOS ASSENTAMENTOS

O INCRA está lançando, no Rio Grande do Sul, um sistema pioneiro de assentamento de colonos sem-terra. Toda a organização dos assentamentos, desde o cadastramento até a entrega dos lotes, passa para as prefeituras, eliminando os focos de tensão e de "uso político" pelos movimentos, como vinha ocorrendo. A informação é do superintendente regional do INCRA no estado, Adelar Cunha. Segundo ele, o repasse da administração dos assentamentos às prefeituras acaba com o confronto, na sua opinião ideológico, entre o governo federal e os movimentos organizados de colonos sem-terra. O INCRA deverá ficar responsável pelo cadastro nacional e pelos investimentos, além da fiscalização, a fim de evitar que os colonos recebam seus lotes e os vendam, "criando um mercado imobiliário de terras". De acordo com Cunha, todos os trabalhadores que venderem os lotes serão processados por estelionato, e os compradores terão que abandoná-los (GM).