O governo não tem controle sobre os gastos das empresas estatais, que deverão terminar o ano com um déficit de US$3,5 bilhões, equivalente a 1% do PIB (Produto Interno Bruto). Os ministros Luciano Brandão e Homero Santos, do TCU (Tribunal de Contas da União), mostraram em relatórios o descaso dos órgãos da administração direta e indireta com as normas sobre a fiscalização de suas despesas. Em 1989, das 2.649 entidades obrigadas a prestar contas ao TCU, 29,5% apresentaram seus balanços fora dos prazos legais, enquanto 19,2% só o fizeram após a prorrogação do prazo constitucional. Este ano, a situação pouco mudou. Novamente, os prazos legais para a apresentação das contas pelos órgãos da administração direta e indireta não foram cumpridos. De acordo com o TCU, 406 entidades estão com suas prestações de contas atrasadas este ano (JB).