A primeira-dama Rosane Collor deixou a presidência da LBA (Legião Brasileira de Assistência) sem dar explicações sobre as denúncias que pesam sobre a entidade. Ontem, em Macapá (AP), onde cumpriu seu último compromisso no cargo, Rosane mais uma vez evitou o assunto. Em rápida entrevista, depois de inaugurar o primeiro núcleo do projeto "Minha Gente", Rosane prometeu que vai "tomar providências" para responder a todas as acusações. Ela evitou falar sobre os motivos de sua saída. Depois de um ano e meio sob o comando de Rosane Collor, a LBA está sitiada por uma série de denúncias envolvendo compras sem licitação, favorecimento político e uso de dinheiro público com fins eleitorias. A carta de demissão de Rosane, já assinada, será entregue no próximo dia dois à ministra da Ação Social, Margarida Procópio, à qual a LBA se subordina. Rosane, no entanto, nomeou ontem os substitutos de quatro superintendentes regionais que reniniciaram a seus cargos em solidariedade a ela. Rosane substituiu Maria da Graça Douat Barbosa, por Natalino Ferreia de Abreu, na superintendência do Rio de Janeiro; Iracema Gonçalves de Melo por José Moacy Leal, no Piauí; e Diana de Carvalho Vieira Budney por Maria Cecy de Almeida Nogimo, em Roraima. Em São Paulo, a primeira-dama exonerou o primo José Herculino Alcântara, superintendente suspenso da função pela Justiça paulista, e também o superintendente interino, José Márcio Araújo Elemany, nomeando Oswaldo Palma para o cargo (FSP) (JB).