Na Universidade de São Paulo (USP), a maior do país, cinco mil funcionários que circulam entre doutores e estudantes não têm o 1o. grau completo. Desse total, cerca de dois mil não sabem ler nem escrever. Esses dados são parte de uma pesquisa feita no ano passado pela Faculdade de Educação entre oito mil dos quase 11 mil empregados do campus. São faxineiros, vigias, pedreiros, copeiros, contínuos e jardineiros, entre outros profissionais que, apesar da proximidade diária com sofisticados instrumentos de precisão e complexas teses, mal sabem escrever o nome. Para corrigir essa distorção, a reitoria da USP estendeu para a universidade um projeto de alfabetização iniciado em 1986 pela Prefeitura da Cidade Universitária em convênio com a Faculdade de Educação. O projeto atende hoje 400 funcionários, distribuídos por 15 classes, em três períodos (O ESP).