SERVIÇO TEMPORÁRIO LUCRA COM DISPONIBILIDADE DE SERVIDORES

O mesmo governo que colocou 47 mil dos seus servidores em disponibilidade, no âmbito de uma campanha de moralização e modernização da máquina pública, é aquele que promove a prosperidade das empresas prestadoras de serviços temporários. Enquanto os disponíveis, por decisão da Justiça, continuarão ganhando sem trabalhar, milhares de trabalhdores temporários ocupam as vagas cujo preenchimento é proibido por lei, através dos convênios para contratação de serviços de terceiros. A Secretaria de Administração Federal, baluarte da reforma administrativa, que criou a figura dos disponíveis, não tem qualquer controle sobre o número de empregados contratados para a prestação de serviços e dos convênios, nem quanto se gasta com eles. Brasília é o paraíso das empresas de asseio e conservação, denuncia o presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação, José Machado. Muitas empresas cobram preços abusivos pelos empregados que fornecem ao governo, em média quatro vezes mais que o salário pago ao trabalhador, e formam um oligopólio do qual a administração pública tornou-se dependente, por não poder contratar empregados sem conceder-lhes estabilidade (O Globo).