Os aposentados e os previdenciários rejeitaram as propostas do governo de mudanças na Constituição, relativas à Previdência Social e ao funcionalismo público em geral. "Esse emendão é uma ditadura do Executivo", disse Luís Viégas de Motta Lima, presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Rio de Janeiro, que congrega 52 associações. "O pior é o método de pressão usado para obter apoio dos governos estaduais ao projeto em troca da rolagem das dívidas", indignou-se Renato Nogueira, diretor da Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde e Previdência). O item que propõe o fim da aposentadoria por tempo de serviço, que seria substituída pelas idades mínimas de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres, foi considerado "elitista" por Luís Viégas. "Só beneficia quem é filhinho de papai e começa a trabalhar com 25 anos. O pobre vai ter que trabalhar mais", comentou (O Dia).