COLLOR DIZ QUE "PRESSÃO DOS BANCOS É NOJENTA"

É necessário que as lideranças mundiais tomem consciência de que o que
40269 aconteceu na União Soviética pode se repetir em qualquer parte do mundo. A afirmação foi feita anteontem pelo presidente Fernando Collor, durante jantar, em Brasília, com 11 correspondentes de agências internacionais de notícias. Ao comentar o que qualificou de desprezo com que os países do Primeiro Mundo tratam os países pobres, Collor considerou "nojenta e vergonhosa" a pressão dos bancos privados sobre o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para a não liberação de novos empréstimos ao Brasil no ano passado. Collor chamou de ditatorial o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e considerou inaceitável que só 15 nações decidam o destino do resto do mundo. O presidente Collor fez também críticas ao Grupo dos Sete (G-7), em especial aos EUA, por liderar, de forma desigual, a bipolaridade Norte-Sul em substituição à Leste-Oeste (O Globo).