O Movimento Estadual dos Sem-Terra rompeu ontem as negociações com o governo do Rio Grande do Sul e, a partir de agora, irão discutir, nos acampamentos, novas formas de pressão para assentamentos. A informação é de um dos líderes do movimento, Ivo Ávila, acrescentando que não houve nenhuma solução até agora, apesar das incontáveis negociações e mais de 30 audiências com o governador gaúcho Alceu Collares (PDT) e dirigentes do INCRA. Ivo reclamou que nos cinco meses do governo Collares e 17 meses do governo Collor, apenas 99 famílias de sem-terra foram assentadas no estado. Segundo ele, existem acampadas atualmente 2.400 famílias, passando fome e frio (JC).