O presidente Fernando Collor concretizou ontem novas mudanças em várias áreas do governo. A primeira-dama, Rosane Collor, anunciou que ainda neste mês deixa a presidência da LBA (Legião Brasileira de Assistência), órgão que trabalha com um orçamento superior a US$1 bilhão e tem algumas de suas superintendências regionais sendo investigadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), sob suspeitas de irregularidades. O ministro da Educação, Carlos Chiarelli, foi substituído pelo secretário da Ciência e Tecnologia, José Goldemberg. Chiarelli, agora, vai comandar o recém- criado Ministério Extraordinário da Integração, que pretende coordenar todo o processo de montagem do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). A Secretaria de Ciência e Tecnologia será ocupada interinamente pelo atual secretário-adjunto, Edson Machado de Souza. Uma das primeiras tarefas do novo ministro da Educação será buscar uma solução para a greve dos 42 mil professores que há 79 dias paralisam as atividades em 49 universidades federais. O novo ministro da Educação disse que fará "profundas reformulações" e dará prioridade ao ensino fundamental. Dentro desse processo, ele pretende assumir integralmente o projeto educacional e pedagógico dos CIACs, hoje sob responsabilidade de uma comissão interministerial presidida pelo ministro da Saúde, Alceni Guerra. O Ministério da Educação vai incorporar a Secretaria de Ciência e Tecnologia. A fusão, já decidida pelo presidente Collor, depende de aprovação do Congresso Nacional. Enquanto o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia não for criado oficialmente, Goldemberg vai continuar definindo a linha de atuação da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Com a transferênca de Chiarelli, o presidente Collor realiza a sexta mudança em seu ministério em um ano e meio de governo (GM) (FSP) (O Globo).