A ampliação do projeto Calha Norte para toda a região da Amazônia Legal, o que compreende cerca de 60% do território nacional, foi defendida ontem pelo ministro do Exército, Carlos Tinoco, na Comissão de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Ao considerar esse imenso espaço geográfico como uma área de grande importância geográfica, o ministro propôs sua ocupação "através da ação conjunta de todo o governo". Ele admitiu que a maior dificuldade para viabilizar essa integração está justamente na imensidão da área envolvida. Ele relacionou, também, a precária rede viária-- predominantemente fluvial--, a pequena e rarefeita população, a existência de índios de diferentes tribos que ignoram fronteiras, a presença de garimpeiros e a ação de missões religiosas estrangeiras. Além desses pontos, ele enumerou a atuação de "grupos multinacionais que sob vários pretextos, como ecologia e defesa dos índios, pregam a internacionalização da floresta". Para superar as barreiras, o ministro sugeriu que a situação seja encarada de maneira global pelo governo federal. Sugeriu, ainda, a aceleração dos entendimentos com os países vizinhos em torno do Pacto Andino. O ministro disse que o Exército pretende aumentar seus efetivos na região, transferindo, progressivamente, contingentes hoje localizados basicamente nas fronteiras com os países da bacia do Prata (O ESP) (GM).